Criação do Estado da Palestina
August 2022 (572 Palavras, 4 Minutos)
A questão da Palestina
A Palestina é uma região localizada no Oriente Médio. Historicamente foi ocupada por diversos povos, como árabes e judeus, além de cristãos. No entanto, a partir da criação do Estado de Israel, para o povo judaico, a Palestina foi territorialmente dividida em duas porções: a Faixa de Gaza e a Cisjordânia. Esse processo não foi pacífico e resultou em conflitos que permanecem até os dias atuais.
A Palestina não é considerada um Estado propriamente dito, apesar de obter o reconhecimento de vários países. O território palestino é muito povoado e possui uma geografia muito diversa em termos climáticos. Em razão dos conflitos políticos e religiosos, apresenta grandes dificuldades econômicas e estruturais, porém possui uma cultura muito diversa, marcada pela influência árabe. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é uma das entidades políticas que representam a Palestina.
História
A região da Palestina foi historicamente habitada por diferentes povos ao longo do tempo, sendo berço e território sagrado de três das principais religiões monoteístas do globo: cristianismo, islamismo e judaísmo. A região foi invadida pela Grã-Bretanha, em 1917, como um desdobramento da Primeira Guerra Mundial, e permaneceu ocupada até 1948.
Nesse mesmo ano, foi fundado na Palestina o Estado de Israel, nação criada para abrigar os povos judeus, que, devido a séculos de perseguição política e religiosa, não possuíam sua própria nação. No entanto, a criação de Israel resultou em diversos conflitos territoriais e religiosos na região, em especial, devido à localização do país.
A delimitação das fronteiras israelenses culminou na ocupação da maior parte do território palestino, sendo que a Palestina atual é formada pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia, pequenas extensões de terra onde vive a maioria dos palestinos que saíram de suas residências originárias em razão da criação do Estado de Israel.
Dessa maneira, na atualidade a Palestina é formada pela Faixa de Gaza e pela Cisjordânia, não sendo considerada propriamente um Estado, mas sim um território que luta pelo seu reconhecimento internacional. A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) é umas das principais entidades que lutam pelo reconhecimento de um Estado árabe na região.
A independência da Palestina foi declarada em 15 de novembro de 1988, porém ainda há grande resistência no seu reconhecimento pelos demais países do globo. Além disso, muitas das áreas reivindicadas pelo Estado da Palestina estão ocupadas por Israel. A Organização das Nações Unidas (ONU) define o Estado da Palestina como um “Estado observador não membro”, conforme reunião realizada em 29 de novembro de 2012. Em 2013, um grupo de 137 países já reconhecia a Palestina como um Estado. Entretanto, países importantes, como os Estados Unidos e Israel, não fazem parte desse grupo.
Conflito com Israel
Os conflitos entre Israel e Palestina são travados desde a década de 1940 e remontam ao surgimento do movimento sionista, que defendia a fundação de um Estado judeu na Palestina. Ao longo do século XX, uma série de conflitos, como a Guerra dos Seis Dias, foram travados. Atualmente os palestinos são obrigados a viver em condições bastante ruins.
Um dos conflitos que mais geram tensões e preocupações em todo o mundo é o que envolve judeus e muçulmanos no território de enclave entre Israel e Palestina. Ambos os lados reivindicam o seu próprio espaço de soberania, embora atualmente esse direito seja exercido plenamente apenas pelos israelenses. Com isso, guerras são travadas, grupos considerados terroristas erguem-se, vidas são perdidas, e uma paz duradoura encontra-se cada vez mais distante.
A área de disputa entre os dois lados em questão localiza-se no Oriente Médio, mais precisamente, na Palestina, tendo como foco a cidade de Jerusalém, um ponto de forte potencial turístico religioso e que é considerado um lugar sagrado para as três grandes religiões monoteístas do planeta: o cristianismo, o islamismo e o judaísmo.
Pode-se dizer que tudo começou com o surgimento do movimento sionista, no final do século XIX. Nesse período, uma grande quantidade de judeus começou a migrar, em massa, em direção aos territórios da Palestina, então habitados por cerca de 500 mil árabes. Essa região era reivindicada pelos judeus por ter sido deles até a sua expulsão pelo Império Romano, no século III d.C., dando início à diáspora judaica, a dispersão de judeus pelo mundo.
O movimento sionista se consolidou por meio do jornalista húngaro Theodor Herzl. Ele defendia o direito dos judeus de retornarem a Palestina e lá formarem um Estado nacional judeu. Esse movimento surgiu como resposta da comunidade judia na Europa ao crescente antissemitismo naquele continente.