Revolução Industrial
October 2023 (523 Palavras, 3 Minutos)
A Revolução Industrial foi um processo de grandes transformações tecnológicas, sociais e econômicas que começou na Inglaterra no século XVIII. O modo de produção industrial se espalhou por grande parte do hemisfério Norte durante todo o século XIX e início do século XX.
Consequências
O longo caminho de descobertas e invenções foi uma forma de distanciar os países entre si, no que diz respeito ao poder econômico e político. Afinal, nem todos se industrializaram ao mesmo tempo, permanecendo na condição de fornecedores de matérias-primas e produtos agrícolas para os países industrializados. Essas diferenças marcam até hoje as nações do mundo que são divididas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Uma das maneiras de medir se um país é avançado é avaliar o quanto ele é industrializado.
Economicas
- Modo de produção capitalista
Politicas
- Burguesia toma o poder
Sociais
- Surgimento de questões sociais
- 16h horas de trabalho
- Salarios baixissimos
- Pessimas condições de trabalho
- Salarios pagos em vales
- Habitações em pessimas condições
- Trabalho infantil
Primeira RI (Revolução Industrial)
A Primeira Revolução Industrial ocorreu em meados do século XVIII e do século XIX. Sua principal característica foi o surgimento da mecanização que operou significativas transformações em quase todos os setores da vida humana. Na estrutura socioeconômica, fez-se a separação definitiva entre o capital, representado pelos donos dos meios de produção, e o trabalho, representado pelos assalariados. Isto eliminou a antiga organização dos grêmios ou guildas que era o modo de produção utilizado pelos artesãos. Desta maneira, surgem as primeiras fábricas que abrigam num mesmo espaço muitos operários. Cada um deverá operar uma máquina específica para realizar sua tarefa.
Devido à baixa remuneração, condições de trabalho e de vida sub-humanas, os operários se organizam. Desta forma, associaram-se em organizações trabalhistas e sindicatos para reivindicar melhores jornadas menores e aumento de salários.
A mecanização se estendeu do setor têxtil para a metalurgia, transportes, agricultura, pecuária e todos os outros setores da economia, inclusive o cultural.
A Revolução Industrial estabeleceu a definitiva supremacia burguesa na ordem econômica. Ao mesmo tempo, acelerou o êxodo rural, o crescimento urbano e a formação da classe operária. Era o início de uma nova época, onde a política, a ideologia e a cultura gravitavam em dois polos: a burguesia industrial e financeira e o proletariado.
As fábricas empregavam grande número de trabalhadores. Todas essas inovações influenciaram a aceleração do contato entre culturas e a própria reorganização do espaço e do capitalismo.
Nessa fase, o Estado passou a participar cada vez mais da economia, regulando crises econômicas e o mercado e criando uma infraestrutura em setores que exigiam muitos investimentos.
Movimentos
Ludismo
Movimento que ocorreu em 1811, que protestava contra as maquinas trazidas pela RI.
Cartismo
Movimento organizado pela Associação dos Operarios, que exigia melhores condições de trabalho e o fim do voto censitório. Deu origem aos sindicatos atuais.
Fases da RI
| - | 1ª Fase | 2ª Fase | 3ª Fase | 4ª Fase (atual) |
|---|---|---|---|---|
| Material | Ferro | Aço | Eletrônicos e materiais avançados | Materiais compostos, plástico |
| Energia | Vapor | Petroleo | Eletricidade e Energia Nuclear | Energia Renovável, Eletricidade Sustentável |
| Setor principal | Têxtil | Diversificação da produção | Tecnologia, Química, Transporte | Tecnologia da Informação, Serviços |
Modelos de produção industrial
Taylorismo
Criado por Frederick Taylor, é um sistema que consiste na divisão do trabalho e especialização do operario em uma só tarefa
Fordismo
Criado por Henry Ford, é a junção do Taylorismo com a facilidade das maquinas, Ford criou uma esteira aonde as peças passam em frente ao trabalhador, fazendo o serviço rapidamente
Toyotismo
Criado após a Segunda Guerra, por Taiichi Ohno e Eiji Toyoda, implementado pela Toyota. Esse modelo de produção industrial japonês conhecido pela adoção do sistema just-in-time, que preza pelo atendimento em demanda e a eliminação dos estoques. O toyotismo se baseia no conceito do just-in-time (“na hora certa”), que se volta ao atendimento da demanda e ausência de estoques.